domingo, 18 de novembro de 2007

Meu querido diário II

Não tenho nada pra escrever, então quem não gosta de posts assim nem perca seu tempo.

Sábado tinha marcado com a Fer e com a May de ir ao cinema ver 1408. Fui ao Center Norte esperar a Fer na Saraiva, quando ela me pede pra esperar ela na entrada principal. Chegando lá, ela me avisa que vai conhecer umas amigas de internet do Paraná e tal, e eu tipo, legal. Depois ela me avisa que não deu pra May ir, tudo bem, eu gosto da Fer. Tá. Andando um pouco, a Fernanda visualiza as meninas sentadas. Primeira impressão:
Emos, suas calças jeans coladas, all star, cinto de rebites, pulseira de bolas e dados, colar de bolinhas, lápis exagerado nos olhos, uma com o cabelo enrrolado roxo e a outra com o cabelo vermelho liso. Podia parar o post poraqui né.
Ok, nos apresentamos. A do cabelo roxo, não lembro o nome dela, deu um pinto de chocolate pra Fernanda. Imagina que agradável você receber um pinto de chocolate de uma amiga, se eu fosse a fernanda ia pensar muito "que legal, vc deve achar q eu gosto mt de pintos". O tempo foi passando e nos primeiros 5 minutos já não aguentava mais. Emos frenéticas, falavam como se tivessem 3 anos, colocando as mãos na boca como se fossem fofinhas. Puta mano, que ódio. Aí a gente encontrou dois amigos da Fernanda, também não lembro o nome deles, eles são muito gente fina. Continuamos andando naquele shopping infernal, tava muito cheio. Quando de repente, as duas começam a abraçar uns hipopótamos gigantes pra divulgação de alguma promoção do shopping. Jesus. Não foi um hipopótamo, e sim 3. Vá se foder né. Depois, no Playland, a do cabelo roxo chegou e me perguntou "Você é sempre quieto assim?", e eu super sociável "Não.". HAHA, mandei bem. Ela se virou, e começou a fazer algo com as mãos, imitando um emoticon. "Aiinnn, eu to com mania de fazer isso". Fiz até uma ilustração pra quem ler ver como é ridiculo:
merda

Tipo, meu, você é demente mental? A essa altura já tava bolando vários planos pra ir embora. Foi quando a Fer insunuou que não tava aguentando mais, haha. Descemos, e andando mais um pouco, do nada, as duas se jogam no chão. Tooooodo mundo que estava sentado num restaurante perto, ficou olhando. Uma mulher loira tava olhando tipo fuzilando as meninas, e eu disse pra Fer "Vamos continuar andando como se a gente não conhecesse". Foi o que fizémos. Depois do tal fato, a do cabelo vermelho veio e me disse "Nossa, voc é quieto mesmo né?" e eu "Não." e ela "AHHH, então vamos interagir!". Ótimo. Elas começaram a me entrevistar: "Quantos anos vc tem? Você vem sempre aqui? O que você gosta de fazer?" e eu respondendo super agradável "16. Sim. Ir ao bar.". Foi quando a de roxo disse "ainnnn eu acho q ele não gosto da gente" e eu pensei comigo mesmo "NOSSA, SÉRIO? QUE PENA". A gente passava e todo mundo olhava. Meu, o que eram aquelas aberrações? Depois da entrevista, eu coloquei os óculos pq queria ver melhor. E a de roxo: "Nossa, você parece nerdzz assim de óculos". Simplesmente ignorei, não respondi. Nerdz é a sua avó, débil. Depois de 5 em 5 minutos elas ficavam falando que eu era super quieto e o caralho. Foi quando eu e a Fer decidimos bolar um plano pra escapar das loucas. Quando a gente ia botar ele em prática, a de roxo disse "Aiinnn a gente já vai indo. Pode sorrir amigo da Fer, eu sei q vc não gosto da gente", e, inconscientemente, abri um sorriso enorme no rosto, hahahaha. Dei tchau, quando elas viraram, eu levei a mão pro céu e disse "AHHH GRAÇAS A DEEEUSSS". E a Fer "Fico te devendo uma ;("
Caralho mano, vá a merda. Depois fiquei sabendo que um dos amigos da fernanda era a fim da de roxo, só que ele é muito lerdo e não catou a mina. Por pouco eu não disse "Mano, o que é que você viu nela?" mas me controlei.
Depois fomos ver 1408, MUITO FODA. É louco meu, te confunde muito e dá MUITO medo, mas é muito bom.
E foi isso, meu saturday night trash.

sábado, 17 de novembro de 2007

Só pra constar

Ontem at night fui pra casa da kiki fumar narguilé e tomar umas brejas, nice. Tava passando excelentes filmes na TV, tava super entretido e dando risadas. Depois chegou o primo dela, o, o, o.. não lembro o nome dele, tem pobrema não. Enfim, ficamos nessa um tempo, falando merda e tal. Até que o primo (vou chamá-lo assim) agitou pra ir pro bar, so here we go. Chegando lá, fiquei super feliz porque vi a Cleide e a Ju, tava com saudades da Ju, não via ela fazia mais de um ano. Depois de algumas Brahmas e Malboros, o Gian aparece super bem-humorado (vulgo bebado) e senta lá com a gente. Foi legal, dei muitas risadas num curto período de tempo. Falamos muito da Bjorrrrrrk, das pessoas bonitas lá de fora, da vida alheia e de coisas cults. AHAHA. Até que o esperto aqui exagerou um bocado nas brejas and cigarrets e começou a ficar zuado. Great Dan, good boy. Fiquei malzão, haha. Não conseguia me mexer direito, e pra disfarçar, sorria pras pessoas que vinham falar comigo parecendo que tava entendendo absolutamente tudo o que elas estavam falando, haha, super falso. Aí o primo achou melhor a gente ir embora, eu já tava conseguindo andar. Buuut, não estava 100%. O primo me levou até a calçada do lado do carro eeeeeee "Bota o dedo na guela, vai" haha, gorfei. Que beleeeza, a pizza de frango com catupiry foi embora, ô desgraça. O ponto alto foi na primeira gorfada (detalhes) que pegou um pouco na manga da minha blusa. Conclusão: em todos os lugares que a gente ia, cheirava vômito, hahaha, me espanto com o quanto eu sou agradável. Depois da vomitera e de uma coca cola (thanks primo), fomos (eu, Kiki, Primo e Cleide) pro ponto mais underground da cidade: Gerbásio's Hill. Chegando lá, de carro né, tinha uma galera loca com uma fogueira, uma galera bonita (hum). Mas, como o nosso instindo sociável é zero, claro, que a gente voltou. Eles estacionaram um pouco abaixo, era tipo uma pseudo-underground-zone, haha, curti essa. Depois que a galera brow foi embora, e, destruíram a fogueira, a gente foi pra lá se esquentar perto das brasas(mora) e dançar! Haha, dancei muito, umas musicas muito cults. Eu e a Cleide exaltamos a nossa soberania capricórniana do dia 15 de Janeiro, eu tentei mexer no meu iPod novo *_* (comprei da Kiki por 10 dólares!!! eu só não paguei ainda, haha, sorry kiki), mas sem sucesso. Ele veio meio destruído, sem fones, com bateria de 2 horas e meia e liga só quando ele tá a fim, haha, mas tem musicas undergrounds, é uma boa oferta.
Enfim, fomos embora, não tinha mais o que fazer.. Cheguei em casa, lavei a manga da blusa pra mamãe não perguntar do cheiro, e thats it.

Post muito meu querido diário, mas não rola de ser filosófico de ressaca, beijos.

sexta-feira, 16 de novembro de 2007

Green Dan

Como ontem, hoje eu acordei as 9 horas e fui andar de bicicleta. Até a Pedra Montada. ;(
Pra quem não sabe, Pedra Montada é um parque municipal ridículo, onde no topo de um morro de 50 milhões de metros tem uma obra magnífica da natureza: uma pedra gigante em cima de outra pedra gigante, UAU. Grande bosta, só serve pra gente subir mil escadas e chegar lá querendo a morte por ter subido tudo aquilo pra ver pedras. Tá. O fato é que eu pedalei uns 10, 15, 40 km, não sei, até lá, com todas as suas subidas e descidas vertiginosas total aventurescas. O ponto positivo disso é que chegando lá eu bebi 5 litros de água pra ter coragem de voltar. Jamaaaaaaaaais faço isso de novo, queeeeeeeeee isso. É muito longe mano, sai pra lá. Eu to muito saudável, não to acreditando. Só comendo saladinhas frescas e orgânicas, bebendo sucos naturais e me exercitando. Desse jeito eu vou me desintoxicar totalmente, porque não bebo nem fumo faz tipo, uma semana, ou mais, nem lembro! Que alegria. Mentira. Estou saudável porque não tenho dinheiro para farrear, haha. É foda, esses tempos difíceis não passam, e a única opção válida pra eu me sustentar (libertinamente), é trabalhando. Ok Green Dan, vá andar de bicicleta, comer comidas verdes e trabalhar.

Depois de tudo isso viro adepto do celibato, nice.

quinta-feira, 15 de novembro de 2007

68 ou hoje?

Acabei de ver um filme muito bom, o tipo de filme que você sempre vê nas prateleiras para alugar mas nunca aluga. Os Sonhadores, ou The Dreamers, é um filme tão bom quanto Vanilla Sky, senão melhor, é, acho que melhor (sorry Vanilla). Mas não vou ficar aqui falando como se fosse um crítico de filmes. O filme me fez refletir sobre uma coisa que eu venho pensando já de longos anos e sei lá, é só uma opinião, não humilde, é a minha opinião. Em 1968 com toda aquela quase revolução estudantil francesa, os jovens tinham um ideal, tinham um propósito para protestar, eles queriam mudanças, sentiam-se repreendidos pelos administração das universidades e da polícia e que no fim causou aquela pseudo-guerra com greves, manifestações e até mortes.
E é justamente porisso que eu acredito piamente que eu era algum tipo de revolucionário ou que eu participei de alguma coisa do gênero em algum país europeu em vidas passadas! Mas fiz alguma merda enorme e vim pagar porisso em Guararema. Mas foda-se, o fato é que tudo que aconteceu antes de mim parece tão mais atrativo do que hoje! Porque pensa, what the hell we do today? Só pensamos em gastar dinheiro, comprar roupas, sair no fim de semana, beber e o caralho a quatro. Que porra, todos nós somos um bando de inúteis caralho. Enquanto zoamos os que querem ideais, hoje, só sabemos ficar longe deles. Na década de 60, ou sei lá, 50, 80, não havia nada disso de hoje, internet, celular, dvd, ou puff, essas coisas que deixam a gente presas nelas, e, parece que eles eram mais felizes assim. Discutiam cinema, iam ao cinema, saíam pra conversar nos cafés, liam muito, discutiam sobre as coisas que pensavam, participavam de alguma coisa da escola, iam aos parques, sei lá, sou só eu que acho que o passado era melhor que o presente? Porra, o que nós fazemos hoje? Vamos ao colégio, durmimos no colégio, pegamos um resumo dos livros para a prova, saímos, bebemos, ficamos consideráveis horas na frente do computador, gostamos mais de ir ao shopping acabar com o dinheiro dos pais do que saber o que está acontecendo no país, fofocamos sobre quem transou com quem e o que fizeram, programamos roles de final de semana, e nossa vida se limita a isso. Na boa, acho tudo isso uma grande merda. Não temos objetivos, focos, coisas pra que lutar a não ser um celular novo no natal! Que merda de sociedade é essa? Não que eu odeie o capitalismo, mas tem limites. E não que eu seja socialista, longe de mim, só acho que devia haver um meio termo. Tudo de bom deveria vir antes do ruim. Deveríamos nos preocupar mais com coisas sérias, ao invés de comprar alguma coisa. É aquele tal negócio que ouvimos do professor Itamar nas suas longas aulas: Houve uma época em que você era o que você tinha, e não o que você defendia, seus valores, seus princípios. Essa época predomina, na boa. Pelo menos no meu mundinho inútil. Não temos nenhuma preocupação com o mundo num todo, quando te perguntam alguma coisa sobre o que você queria do mundo (geralmente quem pergunta é alguém mais velho), você só diz “Queria que houvesse a Paz Mundial”. Só queria né meu bem, porque você não vai mover um palito para isso. Somos todos uns acomodados bizarros que nos limitamos a ver de vez em nunca o Jornal Nacional, só porquê depois vai começar a novela das oito.
E o pior de tudo é que eu não sei como mudar isso..

Good morning, good morning.. papapapa-papapapapa, Good Morning.

 

Acordei hoje às 9 horas, um bom horário. Levantei, mijei, lavei as mãos, escovei os dentes. Todo nojento e só com a bermuda do pidjama, fui à cozinha e fiz um café. Tomei duas xícaras de café pra cafeina agir bem e pensei "Vou andar de bicicleta, claro!". Olhei pela janela e o tempo tava do jeito que eu gosto: nublado, úmido e escuro. Colequei uma camiseta velha, uma bermuda velha e um tenis velho. Peguei o cellphone, conectei os fones e lá fui eu. Na minha bicicleta velha e sem marchas, comecei a pedalar ouvindo Back at Your Door do Maroon 5. Ótima música para pedalar! Peguei a Marcondes Flores aqui de casa mesmo e fui. Algumas pessoas na rua, todas lindas sempre, com seu ar interiorano matinal formidável. Muitos idosos fumando um cigarrinho logo pra acordar, velhas indo comprar pão e umas crianças fazendo bagunça logo cedo. Deprimente. Enfim, já estava na Dona Laurinda indo em direção ao trevo que vai pra Mogi e Jacareí. Não sei se eu tava ridículo, ou se eu sou ridículo, ou se era porque eu tava catando as músicas (sempre canto ouvindo música mesmo com fones), mas todo mundo ficava me olhando. Acho engraçado. Eu iria achar bizarro ver uma pessoa andando de bicicleta e cantando pra todo mundo ouvir. Quase chegando no trevo vi dois caras de bicicleta parados e achei que deviam estar com problemas. Como acordei de bom humor, fui super simpático e solidário e disse "Aí, vocês querem ajuda?". Um dos dois disse "Valeu cara, foi só a corrente que soltou.", e eu "Ah, certinho então. Té mais.". Mais que momento cidadão prestativo hein? Num dia normal eu nunca faria isso, não é do meu feitio, haha, como escreve essa palavra? Todavia (nunca disse nem escrevi essa palavra na vida), gostei do meu gesto, ainda que recusado, foi uma iniciativa. Depois dessa dei a volta no trevo, retornei e pláft! atropelei uma bosta de cavalo. Tinha uma maldita carroça na minha frente, que ódio. Legal, legal, continuei. Entrei na rua da rodoviária e vi muita gente feia. Odeio esse bairro, mais continuei. Peguei um atalho até o Pau D'alho e vi uma legião de idosos alimentando os peixes no Rio Paraíba do Sul. Agradável! Me juntei a eles! Parei a bicicleta e fiquei lá vendo todos aqueles velhinhos de sei lá onde se divertirem com os peixes. Fiquei uns 10 minutos lá, imaginando se eu vou ser assim quando for velho. Provavelmente não. Ok. Peguei a bicicleta fui reto até atravessar a linha do trem. Virei em direção ao Nogueira, outro bairro feio. Umas crianças ficaram gritando quando eu passei, acho que atrapalhei o futebol delas, haha. Tava de fones de ouvido, e com a maior cara blasé, ignorei. Virei em direção à Praça do Coreto, contornei ela, peguei a D. Laurinda de Novo e virei no posto de gasolina até a rua do Rotary Club. Fiquei dando voltas naquelas ruas, adoro elas! Largas, bem planejadas, arborizadas e com casas boas. Virei ali na pizzaria, peguei a D. Laurinda novamente e virei depois do supermercado. Cheguei em casa já estava chovendo, great. No problem. Andei uma hora de bicicleta e me senti o cara mais saudável do mundo. Adoro pedalar, me faz muy bien.
Agora estou aqui, e triste. Fui no site da FAAP e da Belas Artes, e vi que a mensalidade do curso de arquitetura na BA, custa exatos R$ 1520.. Quanta tristeza Deus, vou ter que virar garoto de programa (only for girls) pra pagar a faculdade. Meu future.
É chato ver como simples R$1520 mudam minha manhã agradável, num início de tarde deprimido. Nice, nice.

quarta-feira, 14 de novembro de 2007

Good mood

sorriso


Não sei se eu acordei com o pé direito, Jesus tá me dando uma trégua ou as forças do universo estão à favor da minha pessoa, mas o fato é que eu acordei muito bem =D
Meu humor tá excelente, to feliz. Não me irritei (muito) hoje com os professores (exceto o Eduardo, claro), nenhum ignorante me estressou, até as gaivotas no céu me fizeram bem, haha.
Tem dias que eu não to assim, no geral acho que eu sou bem irritado, é um lance meu, sei lá.
Todos os dias chego no colégio com aquela cara de "vai pra puta que te pariu" pra todo mundo, até que chega a nana pro meu humor melhorar. Ninguém nem me cumprimenta quando eu entro na sala, haha, sociável. Gosto disso, não sei porque.
Só não sou assim logo que eu acordo, ao contrário da minha irmã, camila. O mau-humor dela é muito insuportável. O meu só fica ruim quando eu entro no carro pra ir pro colégio, ou no ônibus e quando eu chego no colégio.
O melhor do bom-humor, é ver o mau-humor dos outros total em fúria, a desgraça alheia, o caos mundial e nada disso te afetar! Muito bom. Se bem que o caos mundial nunca me afeta mesmo de mau-humor, mas sei lá.
De uns dias pra cá eu tenho "ligado o foda-se" tanto, mais tanto, que eu to me sentindo a pessoa mais superior e fria do mundo, haha. Muito bom.
Mas isso é pra outra hora..

ps: O sorriso não é o meu, claro. busquem "sorriso" no google, e vai ser a primeira imagem a aparecer. Thanks google.

terça-feira, 13 de novembro de 2007

Horny Sex Addicts on Youtube


Não seja medíocre e reflita sobre si mesmo depois de ver o vídeo suuuuuper da hora do cara mais nada a ver do mundo, haha.
Lembrando que voce só vai conseguir assistir se tiver um great level of english, like me babe.

segunda-feira, 12 de novembro de 2007

cult alternativv

Como eu sou diferente de todo mundo e de todos, coloco no meu orkut "estilo: alternativo". Gosto de coisas que 90% da população brasileira não conhece, e queria morar na Inglaterra. Oxford, por favor.
Fiz até uma lista que comprova que eu sou cult, alternativo, eu sou indie bem. ou mano. nunca djow.

- Moro em Guararema e consigo ser super descolado mesmo assim. Quer mais?
- Ouço Belle and Sebastian, puff
- Nunca tenho dinheiro
- Só convivo com pessoas undergrounds ao extrem
- Uso calça xadrez (cult)
- Uso boné xadrez
- Uso tudo xadrez
- Não vou à baladas. Prefiro fumar no ponto mais alto da cidade e me sentir dono do mundo
- Tenho idéias pseudo-filosóficas e escrevo num blog
- Frequento os bares da Luis Dummont Villares, e não da v. mariana
- Gosto de História
- Falo a todo momento "nossa", "acho válido", "porque raios?", "por que cárgas d'água?" e faço uma careta com a boca muito legal.
- Meu perfil do orkut é enorme, cult
- Não amo mais
- cansei
ehauehau.

ironia né djow, eu sou do sertanejo.

sábado, 10 de novembro de 2007

Fúteis e inúteis

Perguntinha: como alguém com mais de 18 anos pode não fazer nada da vida, não trabalhar, não estudar, ficar em casa o dia todo e agir como se ainda tivesse 15? Não consigo entender. Ter medo de crescer é uma coisa, se revoltar e fingir que não cresceu é outra, fato. Acho que eu nunca iria admitir ficar numa situação dessa. E eu não to falando de uma pessoa específica, e sim de algumas. Amigos entre 18 e 25 que não fazem nada, na boa, são uns merdas. Nunca mesmo vou me permitir ficar que nem eles, na boa. Acho ridículo, agir como se fosse um pré-adolescente que só pensa em putarias, vive com o dinheiro dos pais e não faz nada pra conseguir o seu, passa o dia na internet como se o mundo não oferecesse mais nada pra fazer. Poupe-me. Tenho exemplos ótimos para não seguir daqui a alguns anos. Eu já me acho um inútil desocupado com 16, imagina se eu tivesse 18? Não acho válido. Pra quem ler e se identificar, acho bom progredir e fazer alguma coisa da vida. Fica a dica.

quinta-feira, 8 de novembro de 2007

Future me

Pro futuro, das três uma:


1. Concluirei o ensino médio ano que vem, vou passar com folga, porque ano que vem eu realmente vou estudar. Vou pra porto, vou vadiar muito, pegar geral, beber demais e fazer tudo o que eu não posso fazer aqui. E vou voltar. Prestarei fuvest, anhembi-morumbi, mackenzie, belas artes, espm AND faap. Vou passar com certeza na mais fácil, anhembi. Se eu for muito cagaço, eu passo na belas artes, que é o que eu quero. Vou prestar pra arquitetura e publicidade, vou decidir só se passar em alguma. Passarei, vou me mudar pra São Paulo (novamente) e morarei num lugar perto da faculdade. Meu pai vai me dar um carro bem velho. Ele quer me dar um fusca, mas eu disse que se for pra dar um fusca, que dê uma kombi. Pelo menos vai dar pra levar o pessoal pra balada (válido). Vou ter um apartamento alugado legal, de no mínimo 50 m² a no máximo 75 m². Meu pai vai ser muito legal e vai pagar um dos dois, ou o aluguel, ou a faculdade. Trabalharei no início de qualquer coisa pra adquirir experiência, porque nunca trabalhei sério. Depois vou conseguir um emprego que dê pra me bancar razoavelmente, meu pai vai me ajudar com o que eu precisar, até eu me estabilizar. Futuramente vou trabalhar na área em que eu passar, como estagiário. A essa altura já terei uma graninha guardada, vai dar pra me manter sem meu pai (acho). Vou estar namorando com uma garota muito legal, ou de lá mesmo, ou uma de longe (a esperança nunca morre.. c'entendeu, c'entendeu), tomara. Até o fim da facul, minha vida vai ser boa, vou trabalhar, ter meu dinheiro, sair sempre, viver de altos porres alucinantes e ter uma vida muy legal, vadiando sempre. Quando a fase unlimited passar, eu estiver num emprego bom e com um namoro estável, vou casar. Claro, eu quero casar. Vou me mudar pra um apartamento melhor, casar, e ser feliz. Quero ter 4 filhos: Sofia, Otto, Carol e Otávio. Quero ter 4 filhos pros meninos serem amigos, as meninas serem amigas, e todos amigos de todos. Eles vão estudar num colégio ótimo de são paulo: ou bandeirantes, ou rio branco, ou dante, ou humboldt. Quero ver eles crescerem, ver as duvidas das idades, ajudá-los ao máximo e ser um pai super descolado. Quero envelhecer com saúde, indo sempre pra academia, e amando muito minha mulher. Até que no fim da vida estarei rico, minha herança vai 40% pra minha mulher (se ela estiver viva), 50% pros meus filhos e 10% pra alguma obra de caridade. Espírito voluntário sempre né.

 

2. Vou levar um último ano ao extremo, vou ser pior do que esse, vou passar, mais por bem pouco. Vou pra porto, vou vadiar muito, pegar geral, beber demais e fazer tudo o que eu não posso fazer aqui. E vou voltar. Vou prestar vestibular pra várias universidades, não vou passar. Vou fazer um ou dois anos de cursinho, e vou trabalhar nesse tempo em alguma coisa relacionada à arquitetura, ou à publicidade, ou à computação. Vou juntar uma grana. Já vou ter um carro, meu pai vai me dar. Não vou passar em nenhuma faculdade legal, sipá UNIP ou alguma de Mogi mesmo. Vou morar numa república de estudantes, dividir tudo com todos e aprender a ser sociável (válido). Minha vida vai ser legal até, altas putarias, rolês, tudo sem limites. Mais nada de drogas, hum. Vou concluir a faculdade e procurar um emprego na área. Vou conseguir um mais ou menos, vou levando. Alugo um ap. minusculo e vou juntando dinheiro pra tudo. As coisas podem ficar apertadas, sipá vou vender o carro, mais depois vou comprar outro, e assim vamo que vamo. Vou namorar, casar e ter filhos, os mesmos 4 dos de cima, todos lindos. A vida não vai ser tão confortável, mais não tem problema. Vou crescer, envelhecer e morrer.


3. Ano que vem não vou fazer merda nenhuma, vou me afundar na zuação, vou adorar, e aproveitar o momento. Vou pra porto festejar, altas orgias, drinks e afins. Vou voltar, não vou passar em nada, eu já sei. Meu pai não vai pagar cursinho, vai me dar o carro mais não vai me pagar cursinho. Vou trabalhar, com o dinheiro não vou conseguir pagar o cursinho, não vou fazer cursinho. Vou trabalhando em algum simples, vou melhorando no trabalho, mais vou deixar os estudos de lado. Vou morar com meus pais até que surja alguma briga feia, pois não vou suportar viver com eles pra sempre. Vou me mudar pra algum lugar de baixo valor em mogi ou são paulo, vou levando. Vou casar com alguém próximo, por proximidade. Vou levando a vida, na pindura, vou morrer, não deixar nada pra ninguém, uma vida humilde, sipá feliz, sipá na merda.

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