quarta-feira, 15 de dezembro de 2010

Não é fácil

Sempre bate um descontentamento comigo e com o destino quando algo que eu quero muito dá errado, banal ou importante, em suas devidas proporções. Algumas coisinhas não estão indo do jeito que imaginei, mas culpo a mim mesmo ao invés dos outros pois minha ansiedade e pressa acabam arruinando o meu redor muitas vezes. Calma, não é nada grave.

Quando vou aprender que pra tudo tem seu tempo, mesmo eu me repetindo isso várias vezes de uns tempos pra cá? Como já disse antes, se não for hoje será amanhã, ou depois, ou depois. Uma hora tudo se resolve porque sei que sou merecedor de meu esforço. O que acontece é que há muito em jogo e pouco o que se fazer. O tempo vai passando e fico temeroso de que ele prejudique mais do que beneficie meus objetivos.

A verdade é que tenho medo de ser esquecido por causa do tempo, da rotina e etc. Mas o que eu esqueço que cada um tem sua vida, e eu é que penso demais. Vejo a solução através do foco no presente, talvez. A rafinha me disse algo que me fez pensar um pouco. Ela disse assim: "mas tem que controlar a saudade ok". Controlar a saudade. Me dei conta de que nunca ao menos tentei fazer isso em toda a minha vida. Vivo constantemente preso em memórias e pessoas e coisas boas e tempos bons, ocasionalmente me pego pensando em coisas que podem parecer comuns pra uns mais pra mim não, como um dia na piscina com meus amigos, ou de um porre que eu não sei como fui parar dentro da boate sem RG falso e quando vi já estava lá, ou como eram boas tardes com uma certa menina que me fez sonhar muito nessa vida, ou a sensação de liberdade que eu tive ao lado de outro alguém em certa noite. O sentimento de saudade está comigo assim como o oxigênio me é vital, eu o respiro incessantemente. Como poderei controlar? Como faço para curar tais dores sem arrancar pessoas e momentos que guardo comigo? Quando quero me livrar de algo que me causa tristeza, das duas uma: apago de vez de mim ou relembro detalhe por detalhe até ficar saturado e pronto pra sorrir de novo, não há um meio termo, não há um controle, e isso me deixa confuso. Não que esteja me fazendo mal, longe disso. Só não sei como controlar a saudade e como amenizar a falta que me faz.

Daí que parto para minhas angústias. Queria que tivesse dado certo as coisas nesse fim de ano, mas procuro pensar que ano que vem tudo será melhor, sinto que grandes realizações e alegrias estão por vir. Ao mesmo tempo que tenho essa sensação boa comigo, um lado ruim de mim diz "E se tudo der errado mais uma vez? E se nada do que quer der certo e tua frustração com a vida só se intensificar?" Esses "e se.." na minha cabeça são uma tortura que ninguém pode imaginar.

Quero muito, muito, muito, muito, muito. Como diminuir minha ansiedade pelo que há por vir ainda não sei, não sei nem se vou conseguir isso um dia, espero que ela não destrua tudo outra vez. Controlar minhas saudades (que não são poucas), focar no presente e abrandar meus anseios: 3 lições a serem aprendidas a contragosto.

Tô meio sozinho com tanta gente ao meu redor.


quarta-feira, 8 de dezembro de 2010

Essas últimas horas

Ontem fui dormir com uma sensação estranha em meu corpo, me irritei com a minha mãe viajei vendo um programa de surf na tv. Deitado na cama como toda noite mil coisas se passaram em minha mente, sempre faço planos antes de dormir. Sonhei com a mesma pessoa que sonho quase sempre, um sonho bom. O celular despertou às 6, mas meu corpo não se moveu. Mais um dia da semana sem ir à academia. Levantei mais tarde com muito barulho em minha casa, minha mãe, a sócia dela, o pedreiro e o telefone. Beijei minha mãe e me senti vazio ao fazer isso. Sinto que estou me afastando dela e de meu pai a cada dia que passa. Ela anda atarefada pois vai abrir um salão de beleza em breve e mal conversamos. Com meu pai é daquele jeito de sempre, se eu não o procuro pra conversar ele tampouco se preocupa, ainda mais agora que eu não tenho tempo para respirar e mal nos vemos pois chego tarde em casa. Me faz falta passar tardes com minha mãe dando risada e até com meu pai em seus momentos amigáveis. Me dá um aperto no peito saber que daqui pra frente vamos nos afastar mais pois finalmente minha vida caminha para longe deles. Tenho só minha irmã em casa e em todo lugar pois nos falamos toda hora, amo ela demais e somos muito amigos. Pode acreditar.

Vindo pro trabalho outro pressentimento ruim me bateu e até agora não sei explicar o que é. Abri o horóscopo da UOL (maldita mania que eu peguei desde que vim pra cá) e nele dizia algo sobre mudanças que seriam bem vindas ou nem tanto. Logo notei.
Não me sinto mais à vontade aqui, me faz mal e mesmo parecendo exagero de minha parte não me contive e comecei a tremer e meus olhos a lacrimejar. "Seja forte", repeti essa frase na cabeça mil vezes desde então. Respirei fundo e lembrei do que aprendi com alguém mesmo esse alguém não sabendo, tenho que ser forte, corajoso e inteligente. Força, rapaz, coragem porque tudo hoje valerá a pena amanhã ou depois. Eu torço muito pra que valha a pena meu esforço. Mesmo querendo, sei que não sou forte como gostaria que fosse e acabei cedendo. Após o almoço fui para o meu canto secreto na universidade, um pequeno canto verde com alguns pinheiros e bancos. Coloquei numa música boa, peguei meu fósforo e acendi um cigarro. Quase que instantâneamente algumas lágrimas caíram de maneira natural, como uma válvula de escape para o tormento que passo hoje. Não me envergonho de chorar porque é raro isso acontecer, quando essa vontade vem eu sei que há um motivo. Penso constantemente em desistir de tudo e voltar com minha vida de vagabundo em tardes quentes com minha câmera pela cidade, mas aí lembro que hoje preciso de dinheiro pra amanhã, e ainda tenho contas a pagar no fim do mês. Vida de merda. Também sou falho em às vezes depositar toda a cura da minha dor e toda solução para meus problemas em uma unica pessoa, como se os ventos levassem as angústias se eu estivesse ao lado dela. As coisas não são tão simples, mas bem que poderiam! Como se sair de casa fosse a solução de tudo. Em partes sim, anseio por uma nova vida há tempos e agora posso fazer com que tudo dê certo, mas como mencionei no post anterior, sempre quero tudo pra ontem e não é assim que a banda toca. Mais uma vez preciso de paciência, coragem, força e inteligência pra caminhar a meu favor e conseguir tudo o que quero, porém confesso que hoje, no dia de hoje, preciso de uma dose a mais.
Misture tudo isso mais a saudade, mais a insegurança de não saber se vou ser reprovado em Projeto na faculdade. Não tive tempo algum pra concluir meu projeto nem pra fazer minha maquete, quando escrevo no twitter que tô indo pro rolê ao invés de ir pra aula é porque lá não tinha nada pra eu fazer mesmo. Só me resta torcer.
Sei que tudo o que disse agora foram só fatos ocorridos nas últimas horas passadas, mas surpreendentemente elas foram tão intensas de uma maneira tão singular que me senti na necessidade de escrever pra ver se me acalmava. Até que deu certo.


hold on, make it last, hold on, never turn back.

sábado, 27 de novembro de 2010

Andar


A vida anda agitada, seguindo seu curso eu querendo ou não, às vezes da forma que eu escolho, às vezes da forma que ela quer seguir. Trabalho, faculdade e academia, a mesma rotina de sempre mas hoje com outra perspectiva.
Demorei um pouco mas percebo que tenho que dar valor à faculdade. Não só pelo fato do meu pai pagar ela e sim porque né, essa coisa de o que esperam que eu faça até eu me aposentar. Vadiei por 3 semestres mas estou correndo atrás (na medida do possível).
O trabalho tá na mesma mas o que me conforta é eu já estar adaptado a tudo por aqui e saber que não é pra sempre. E o dinheiro, claro. Já a academia, desde que eu voltei de viagem dei uma relaxada legal mas tô voltando a pegar firme porque das duas uma, ou eu emagreço demais ou surge uma pança na minha barriga, então é o jeito.
Tô cheinho de planos e de vontades que gostaria de realizar agora, como alguém me disse esses dias, existe um estudo dizendo que a geração que nasceu nos anos 90 quer tudo pra ontem e não consegue aceitar que há coisas que demoram pra acontecer, não é do dia pra noite que você fica rico ou estabilizado ou pode fazer o que quer. Não queria ser rico, mas queria muito fazer o que eu quero já, agora, nesse instante. Como não é possível, o jeito é ir pensando cada vez mais e amadurecendo todos esses planos. Subitamente uma faísca de esperança de um ano melhor apareceu, tenho memorizado cada detalhe pra fazer do meu
2011 um ano espetacular, mutante e excitante. Não sentia isso desde que eu tava no colégio, é uma sensação muito boa! E eu sei que é possível. Vou dar o meu melhor pra conseguir absolutamente tudo o que eu quero. Vai dar certo.
Voltei a sair também. Daquele jeitinho malandro, todo fim de semana pra ver gente, beber com os brothers, dar risada e cometer pequenos delitos que polícia nenhuma pega. Mas não tô no pique pegação mais. É engraçado que quando alguém não sai da tua cabeça, ninguém mais te atrai. E isso porque mesmo eu estando em qualquer lugar, do mais sujo ao mais irado, com as melhores ou piores pessoas, sóbrio ou não, sempre me vem na cabeça que eu poderia estar em outro lugar e com outra pessoa. Sempre penso que trocaria qualquer rolê pra ficar deitado no sofá-cama, debaixo da coberta, abraçando e sentindo teu cheiro bom.
Trocaria qualquer rolê pra ficar do teu lado apenas segurando tua mão em qualquer canto desse mundo. Por mais divertido que esteja com a galera toda fervendo, em algum momento dessas madrugadas você cruza meus pensamentos e eu me sinto vazio e triste sem ti. Acho injusto. Mas essa é a realidade e preciso aprender que pra tudo tem seu tempo, se não é hoje é amanhã, ou depois, mas que eu tô certo que vou te ter em meus braços ainda, isso eu não tenho dúvidas. E acredite, tô fazendo de tudo pra que seja o mais rápido possível.
Uma pessoa querida me disse essa semana que queria que eu fosse apaixonado por ela porque quando eu gosto de alguém fico muito apaixonado eheaiuehiau. Às vezes acho que eu poderia ser mais filho da puta e aproveitar mais. Mas aí me lembro de quem sou e fico feliz do jeito que tá.
Saber que o dia-a-dia pode mudar quando for a hora certa pra mudar me deixa entusiasmado pra viver o que há por vir.


quinta-feira, 11 de novembro de 2010

where we belong

Like a rebirth of my heart, my head now can understand everything I'm going through. While I was listening to Amsterdam from Anberlin last night, all of a sudden my world is clear.
It's not your fault that this is doesn't working and it's not my fault neither. Our lives are just not in time for this now.
All my worries, all my pain is going away 'cause now I realize you want me as I am. Or not, maybe I'm wrong, but I prefer to believe in what I'm thinking since we don't talk like we did before.
The safe distance we're keeping from each other is nothing but trying to avoid more pain in our hearts. Why such good affection through words if I am here and you are there? It just hurts more than missing you. There's no reason to say I almost love you or you like me and you miss me if we can't feel the skin of the other. You should live closer. We should live closer but there is no much thing to do right now. It turns that long-distance relationships only works if you're rich enough to take a flight every weekend, and unfortunately that's not our case.
I'm sorry if I bothered you with some stupid questioning, I was such a fool. I was such a spoiled kid wanting to make you say you want me when this is not even necessary. I normally think with my heart but I'm trying to use my brain now.
I'm not saying you should forget me, oh God I really hope you don't, I'm saying that I understand your coldness.
My feelings are the same. I want you as I've never wanted someone before, you can't even imagine how often you cross my mind. Like I said when you're with me, you are the best thing that happened to me this year. I don't know if I'm naive but you've said forever once, and you said we should escape to far away from there. I wish you don't fail with your promises.
Here's everything I have to say, it's not our time yet. I'm sure we can make it maybe next month, maybe next year, maybe in another life, but I'm so fucking sure we can make it. You know my plans include be near you soon, I'm trying to believe that next year i'm moving to the south to start a new life (but not because of you, I just don't see myself here anymore), being closer to you is just the best addition. Someday I'll wake up and mess your hair and you'll be right next to me, 'cause there's where we belong my baby. I'll let you know that you're no good for no-one-else but me love haha, oh they don't see you like I do.
From now I just gotta see you one more time and I'm sure we will meet again soon. If you read this, tell me if I'm wrong. I hope I am not.


"do you remember what fearless felt like?"




domingo, 7 de novembro de 2010

Fill my heart with passion

Remember how you used to hold me? I remember how I used to hold your hands so tight, wanting to never let you go. I remember everything about you. If it's right or wrong, I don't know, I just can't control my mind anymore. Even if I'm trying to forget (as you are).

I can't forget anything because they're such beautiful memories that I keep with me. How can you?
I remember your touch as if you're touching me right now. I remember you smell as I'm breathing right next to you. I remember your lovely hair, that I used to mess. I remember you smile, your eyes trying to avoid mine. I remember the taste of our last kiss. I remember the explosive feeling running through my veins when you showed up. I remember all the words, all we've talked about, all the moments, all the kisses, all the hugs, all the laughs. I'm not talking about something wrong or sad, I'm talking about hapiness. I was the happiest man when I was there with you.

Do you need me at night when you're warm in your bed?

Now I'm here freaking out with the distance and the coolness. I don't know if you believe in me, or if that was important for you as was for me. I'm afraid that for you now I'm only another one that wants you. How can't you be touched by reading words that comes straight from my heart? If you can't understand that my wish is change my whole life to be next to you right now, what else can I do? Maybe it was transitory for you but distance just've made it grow in me. And that's me.
I'm always asking myself what I've done wrong that was so bad, but I don't know. I thought you'd be brave and this might work someday, but it turns that you forgot me easily. I say that is fine for me but I'm dying inside. And there's nothing I can't do. I'm not gonna beg for nothing, so here I am to say that you're the best and the worst thing that happened to me this year and I'm gonna think about you forever in my head, and keep you forever in a place in my heart, even if you like it or not. I'm not gonna cry again.
Remember when you said that you'd never let me go? Remember when you asked me to run away from everyone and be happy forever? Remember when you said that you couldn't imagine yourself without me? I do. And you failed. I thought we'd never be apart since we've kissed for the first time. I wish we'd never be apart since we've kissed for the first time.

Could I just be more than this? I'll never be the same.




quarta-feira, 3 de novembro de 2010

Dearest,

though you're the nearest to my heart, please don't ever, ever say we'll part. You scold and you were so bold. Yes, together our love will grow old. You may be a million miles away, but please believe me when you hear me say: I love you. Come home keep me from the sleepless nights.
Try my love again, I'm gonna treat you right.

segunda-feira, 1 de novembro de 2010

No fim de tarde de sábado depois do expediente, a Maria me ligou pra dar umas voltas e umas tragadas. Aceitei na hora mesmo já estando dentro do ônibus, saltei dele e fiquei no aguardo. Sentamos na nossa praça favorita e conversamos sobre várias coisas, mas pela primeira vez pus pra fora algo que já sentia dentro de mim mas nunca havia expelido em palavras.

Me dei conta de que não tenho mais ambições.
Enquanto todos querem o mesmo pacote pro futuro, uma bela casa ou um belo apartamento gigantesco, carros caros e roupas, e uma família com seus filhos não passando pelo menor aperto, eu não. Percebi que de uns tempos pra cá me tornei outro e já não penso mais nessa baboseira toda. Semana passada meu pai disse que se eu quisesse comprar um carro hoje eu conseguiria parcelando em milhões de vezes que ele me ajudava, mas eu só respondi "Não quero pai, não vejo necessidade." E não vejo mesmo, não quero um carro, não acho necessário hoje. Não quero nada caralho.
Ouço umas pessoas por aqui dizendo "Meu, faturei uns 5 mil com tal coisa", "Já tô vendo um lance que vo ganhar mó grana" e não consigo sentir nada além de asco. Asco porque 1. você só vive em função de fazer dinheiro 2. não me interessa quanto você tem. Eu sei que digo isso porque não passo por uma situação ruim financeiramente, e também não sei se é triste ou não, mas não me vejo mais ganhando rios de dinheiro num futuro próximo ou não.
A verdade é que abri os olhos pra esse mundo e vi que as coisas não foram pintadas como me disseram. No colégio ainda tinha uma esperancinha de futuro brilhante e promissor, hoje não tenho não. Hoje sei que vou estar satisfeito com qualquer empreguinho, fazendo qualquer faculdadezinha, com ou sem nenhum carrinho, nem casinha. Sei lá, não tô ligando mais pra essas coisas materiais.
Essa falta de ambição pode ser passageira ou permanente, mas só ando dando mais valor ainda às coisas simples (eu sei que é clichê, não me julgue). Eu vim pra cá é pra ser feliz, abraçar muito forte quem gosta de mim, sorrir pra estranhos, beber até vomitar, escapar da realidade às vezes, fazer coisa errada, correr sem rumo, pular, beijar, estar próximo de gente que me faz bem e que me quer, dizer pra minha mãe que eu amo ela, nadar nú, rolar com meus cachorros, gritar sem motivo, pichar o muro do vizinho e não ligar pras consequências. Existe tanta coisa excitante no mundo que só tenho vontade de dizer tchau pra tudo e todos e ir lá provar cada uma dessas experiências.
É fácil falar, eu sei, mas se eu não falar nunca vou criar coragem pra fazer tudo o que quero.
Eu não quero fazer tudo isso sozinho.

terça-feira, 26 de outubro de 2010

Não me imaginei nunca numa situação dessas de novo, ainda mais nessas circunstâncias, mas infelizmente chegou no ponto em que eu não tenho mais controle sobre a minha cabeça e muito menos coração.

Passei as últimas semanas sentindo várias coisas. Senti que tem alguém que gosta de mim, me senti querido (o que é meio raro. hum). Também dei muita risada. Mas aí vinha tristeza e saudade, até cheguei a chorar. E sabe velho, é bom até sentir mil coisas ao mesmo tempo porque eu precisava disso, tava de um jeito que eu só sei lá, acordava e ia levando. Fiquei muito preocupado com algumas coisas aqui e tal, mas sei lá, me preocupo com as coisas erradas.

Cansei de reclamar e cansei de ficar triste toda hora.

Uma coisa minha mãe me disse esse final de semana e eu achei muito fofinha da parte dela: “Tudo vai dar certo pra você, pode não ser agora nem amanhã, pode ser aqui ou em outro lugar, mas vai dar tudo certo.” e ela mal sabia do que eu tava falando, ehauheua. Enfim, o que interessa foi que eu eu confiei e acreditei no que mamãe disse, demorou pra cair a ficha mas hoje me dei conta de que ela tá certa, e não me julgue, porque eu prefiro acreditar no que meus pais dizem pra mim haha.

Tudo, tudo tem sua hora, tudo tem seu tempo e o meu vai chegar.

A questão é que hoje meus objetivos são outros, meus planos são outros, quero fazer outras coisas, e isso é bom pra caralho porque é justamente o que eu disse no post anterior sobre mudanças. E eu vou conseguir tudo o que eu quero sim, “pode não ser agora nem amanhã”, mas tô com essa coisinha de esperança brotando sei lá da onde, do meu pulmão, e um pressentimento bom, isso é tudo muito bom porque eu sou meio negativo haha. É bom sentir coisa boa. Só preciso é esfriar a cabeça e largar a mão de ser ansioso, é isso que faz mal pra caralho.

 

Acho que eu perdi o rumo, ehauehau, que post nada a ver e incoerente, escrevo melhor quando tô deprimido. Desculpa. Na verdade, desculpa nada porque isso aqui é meu e eu escrevo o que eu quiser, então foda-se.

segunda-feira, 18 de outubro de 2010

fated to pretend


A gripe e outra coisa melhor me pegaram e foi de jeito viu velho, puta que pariu.
Tirando que a gripe está para mim assim como menstruação está para mulheres, a outra coisa é boa, mas não preciso dizer o nome dela.
Me sinto triste.
Ontem passei o dia numa badzinha e resolvi fazer o que eu não fazia desde antes de começar a trabalhar. Dirigir por estradas de terra. Tava nojento ontem, sujo, com aquela cueca azul turquesa que eu odeio (valeu pai), um shorts rasgado, camiseta furada aí completei com uma camiseta que tava fedida e meu óculos escuro que eu sentei nele e quebrei a lente. Abençoe.
Puis uma playlist boazinha pra cantar e fui. Não há como descrever como é bom fazer isso, dirigir sem rumo nenhum, cantando, sentindo o vento batendo na sua cara e aquela sensação de estar livre de tudo e de todos e de todos os problemas e frustrações. Só você e a estrada. Só você e o verde do seu lado te acompanhando.
Pensei em mil coisas ontem. Em como eu sou insatisfeito com a vida (assim que ela melhora eu quero um pouco mais), em que rumo eu to levando ela, na porcaria do meu semestre na faculdade, no meu emprego, na minha família, em coisas insignificantes e no que mais tem significado pra mim hoje em dia: você.
Quero mudar sabe cara, mudar do avesso, de novo. Já mudei tantas vezes nesses 19 anos e a cada vez que eu me adapto à uma nova mudança eu quero é estrapolar de novo e ver no que dá. Afinal, que vida é essa de rotina meu Deus? Se foi Tu mesmo que me deu uma vida, acho que não quer que eu leve ela nessa mesmice deprimente. Tô meio farto dessa ladainha de estudar, faculdade, trabalhar, fazer academia e reclamar de tudo. Queria adrenalina sempre, sair por aí sem medo e fazer o que me der na cabeça. E principalmente, que o mundo funcionasse assim. Me dá um desapontamento saber que tudo funciona na base do dinheiro, do poder e da força de trabalho. Pode parecer meio bucólico, mas um mundo livre de dinheiro seria muito mais feliz.
Quero pegar minha mochila e ir te ver a hora que eu quiser, acordar contigo e fazer cafuné. Não é justo esse planeta ser tão grande se as pessoas boas estarem espalhadas na terra e não aglomeradas com amor.
Alguém me responde, só eu penso assim?
Só eu penso muito nisso? Só eu quero isso pra mim?

Que merda.


"there's really nothing we can do. love must be forgotten, life can always start up a new"

quinta-feira, 14 de outubro de 2010

iuiui, iuiui


Se o método de escrita de Jack Kerouac é escrever ininterruptamente tudo o que vem na cabeça, também posso fazer o mesmo, então não perca seu tempo lendo aqui esperando algo produtivo porque vai ser bem no estilo meu querido diário. Não gosta, vaza.
Há duas semanas decidi que eu tinha que fazer algo por mim mesmo pra escapar da rotina, e quer algo melhor do que viajar pra sair dela? Eu amo viajar. Meu refúgio sempre foi ir pra praia, mas como tinha ido pra Guaecá nas férias, não tava com aquele tesão de descer a serra de novo. Queria descer mais embaixo. Decidi ir pro Oktoberfest sozinho, eu e Deus. Mal lancei no twitter e já tinha mais duas companheiras de aventura, um lugar pra dormir e amigos pra beber. Quando as coisas são pra dar certo, elas simplesmente dão. Não conhecia ninguém pessoalmente mas fui mesmo assim, esse negócio de conhecer amigos de internet já não é novidade pra mim há muito tempo mesmo meus pais não gostando da idéia. Sou tão moderninho.
Enfim, fui pra Curitiba primeiro pegar as meninas que iam comigo pra Blumenau. Não consegui dormir direito na viagem porque eu tava muito ansioso, eu sou ansioso né mano, aí não durmo mesmo. Quando cheguei de manhãzinha tava um frio do caralho. Entrei num taxi laranja (achei isso muito engraçado) e cheguei no apê da rafinha e da isa. Tão lindas, tavam sem dormir. Me apaixonei na hora por elas, até pela isa que eu nunca tinha conversado antes. Fizemos uma hora, dormimos, e fomos pra Blumenau. No ônibus não consegui dormir de novo e fiquei vendo a estrada. Se tem uma coisa que eu amo nessa vida são estradas. Essa estrada era muito linda. Já tava me fascinando com as araucárias até que depois de Joinville tudo o que eu via eram plantações de arroz, nunca vi tantas na vida. Depois de uma hora e pouco na rodoviária e vários tweets engraçados de desespero achando que não viriam nos pegar, uma galera que de início achei meio estranha brotou e a rafinha ainda falou "certeza que são amigos do raue". E eram, porque depois ele apareceu e a vida era boa de novo hahaha, juro que a gente achou que ia ter que dormir na praça. Sem muitas apresentações, outra coisa que achei estranha, nos instalamos na casa da menina que iria nos hospedar. Depois do SHOQ inicial e da minha vontade repentina de não querer ter mais filhos, foi só comprar umas bebidas que tudo ficou alegre novamente.
Me prendi no primeiro gole daquela bebida de maracujá àquelas pessoas.
A festa é legal até, tem muita mulher bonita, muitas loiras, vocês sabem que eu amo loiras, e a coisa mais legal do mundo: milhares de pessoas com trajes típicos germânicos. Nunca vi coisa tão legal na minha vida. Tirando a fila pra tudo e o mar de gente, gostei muito. Comprei uma caneca, tomei chopp, ri demais e me apaixonava por cada pessoa que me olhava. No dia seguinte acordei no carro do dave, num lugar desconhecido e sem ninguém comigo, HAHAHA. Horas de desespero depois, fui regatado e me contaram que fui eu que quis dormir no carro, af mano sou muito idiota. Fiquei cheio das dores daí. A essa altura da trip eu já não ligava mais pra nada, tava louco por aquele sotaque dessa gente linda, comecei a falar cantando e aí fudeu. No shopg umas minazinhas de 12 anos seguiam a gente por causa do raue, e falando em shopping, o de lá é mil vezes melhor do que o de mogi (o que não é tão dificil). Na verdade tudo lá é melhor do que em mogi ou guararema. Não tive como não ficar doido com todas aquelas casinhas alemãs e todo aquele verde. Decidimos comprar umas cervejas e fazer um esquenta pra noite, alugamos uns filmes também. O filme é muito engraçado, e mesmo bêbado memorizei uma frase que eu vou guardar pra sempre: "Esse é o problema de se apegar às pessoas: quando elas te deixam, você se sente perdido." Twittei essa frase com variações 3 vezes. A noite caiu e uma galera foi embora, ficamos só nós. Depois de espirrar ratti, descobrir o signo de linda e matar alguns zumbis, tava tão relaxado e de bem com a vida que só sabia rir de tudo. A pior coisa que me acontece é que quando eu tô muito feliz desejo que aquele momento nunca acabe, guardo tudo na minha mente e começo a me preocupar com o dia seguinte. Não queria me despedir deles na segunda feira. Kaaaar, gatinha, assim você me assusta. Tive uma noite especial, diferente e excitante, mas não preciso entrar em mais detalhes. Fui dormir com saudades, acordei com dor de cabeça e fui arrumar aquela zona. No fundo quis demonstrar ali gratidão pela brenda (que nem sei se foi muito com a minha cara), e dei uma geral no apê enquanto todo mundo dormia. Pouco tempo depois o dave chegou pra levar as meninas de curitiba pra rodoviária, e eu não queria que elas vazassem não. Aquelas gurias são muito lindas, muito fofinhas, tenho vontade de abraçar cada uma delas. Passei a tarde vendo tv com a brenda e a pomba, e fui me apegando à elas a partir daí. Não queria que a noite chegasse porque não queria ir embora. Fiquei um tempo na varanda e memorizei cada detalhe da vista que eu tinha. Da casa com piscina, da esquina, da creche ao lado da casa da piscina, do fim da rua sem saída, das árvores do fim da rua, e poraí vai. Fomos pro shopping sem Raue, voltamos e ele apareceu. Assim como os pais da brenda e seus irmãos. O que são aquelas crianças? Eu detesto crianças, detesto mesmo, mas foi impossível não sentir carinho por aquelas criaturinhas loiras e falantes e sempre puxando assunto contigo. E a adriana também nossa, que mãe é aquela, queria fazer parte da família naquele minuto. Dali em diante a pombalina ia embora também e quando vi não tinha carona pra rodoviária e o tempo tava passando. Perdi o ônibus, fiquei nervoso mas depois me tranquilizei no sofá. Me tranquilizei até demais, o que foi ótimo. Pomba também perdeu teu ônibus e eu fiquei feliz por passar mais uma noite com aqueles guris. Uns ficaram loucos com raiska pura, eu fiquei louco com outra coisa bem melhor. Foi aí que eu saquei qual é a da vida e das coisas simples que ela te proporciona. Nunca tive tantas paixões momentâneas. São pequenas coisas que você guarda contigo. "Queres um travesseiro?", "Tais bêbado.", Nickelodeon, sofás, cobertores, cervejas, sorrisos, cigarros, olhares, cafunés, abraços, gargalhadas, céu, estrelas e tudo o que há de bom. E esse sotaque lindo. Mais uma vez desejei que o tempo não passasse. Infelizmente passou, entrei pra vibe da vodka e acabei adormecendo. Passei o dia seguinte ansioso e num parque lindo, dando risada, ficando no boldo e querendo fazer a elza em uma pessoa. Queria ter um parque daqueles na esquina da minha casa. Tinha conseguido trocar minha passagem pra de noite e não tinha mais como adiar minha volta. Não queria voltar. Não queria largar aquela gente. Mas não queria trazer eles comigo também, queria deixar tudo aqui, família, emprego, faculdade, casa com piscina, viagem pro exterior e o caralho a quatro. Dei muita importância ao desnecessário por um bom tempo, e tem muita coisa linda pra ser apreciada que eu nem imagino. Coisas simples. Gestos sabes. Quando tu quer uma coisa absurda e não consegue, tu fica frustrado, e eu queria mais dias por lá daí. Não me despedi do jeito que queria, mas abracei forte cada um. Entrei no ônibus e senti um aperto que eu não sentia desde quando deixei a Laura em Goiânia. Acabei chorando um pouco e não me envergonhando disso, por que pra que ligar pra aparências né velho? Me cansei de muita coisa que eu dava atenção por aqui, aprendi que nada vale tanto a pena quanto momentos. E pessoas. O jeito que a pomba falava as coisas, tão louca, e que a brenda dizia "já paaaaaaareeeee" ou "piranha safada", ou quando o raue dava risada, ou quando a isa dizia "eu sou linda" e o dave contava alguma história, ou a rafinha olhava com um olhar matador, sei lá, eu observo demais até. São pessoas que me completam, e pessoas diferentes das que eu convivo só me acrescentam muito mais. De que vale merda de status, grana, influencia, ou qualquer outra merda que todo mundo quer por aqui quando a realidade de muitas outras pessoas é outra? Essa viagem me valeu de muito, mais muito mesmo, muito mais do que bebedeira e pegação ou qualquer coisa que as pessoas esperavam que fizesse.
Escrevo sem limites e digo coisas que eu não deveria dizer, eu sei, afinal quem se apegou fui eu né, não sei se é recíproco e não sei nem se alguém de lá vai ler. Mesmo não sabendo, queria que tivesse se apegado a mim como me apeguei a eles e aquele lugar, mas se não, não tem importância, de sentimentalismo já basta um só.
Depois de me sentir vivo por 5 dias, retorno ao cotidiano de academia/trabalho/faculdade. Mas ando com outra perspectiva. Quando eu quiser largar tudo isso, vou largar. Quando achar que é a hora de abandonar e buscar outras coisas pra se fazer, vou fazer, porque essa vida é muito curta pra eu só ficar lamentando dela, e eu não queria viver em vão, nem na rotina não.
Quero sumir, fugir e estar em vários lugares ao mesmo tempo, aproveitar cada coisa devagar, sugar as pessoas só pra mim e carregar comigo.
Me pergunte se chegasse bem que eu digo que quero voltar.








espero não ter sido exagerado, porque eu sou muito. e infelizmente tive que omitir algumas coisas, mas é melhor assim. sei lá, to com saudades.

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