Sinceramente não consigo entender porque me importo, porque sinto uma pontinha de tristeza só de olhar o celular e saber que você tá perto, ali, rapidinho, menos de uma hora, coisa que nem em sonho eu cheguei a cogitar. Isso não faz o menor sentido.
Não hoje – nesse contexto – não com o eu de agora. Tão mudado. Por isso que não consigo entender.
Que parte do passado é tão apegada ainda que me faz sentir ciúmes? Chega a ser ridículo porque eu sem querer ainda penso “era pra ser eu ali com você e não ele”.
A verdade é que na minha cabeça o que eu ainda esperava era que fosse eu que ajudaria com tudo, eu que fosse o socorro, a distração, o café do final de semana, o cinema, o passeio no parque, o guia turístico, eu que te levaria pra beber, te deixaria em casa, esperaria um convite “não quer subir?” mesmo sabendo que isso não teria muito nexo (quem sabe).
Talvez seja porque você ainda é uma parte de mim que eu guardo com carinho e não consigo desapegar. Por mais patético que isso possa soar, ao longo dos dias eu me pergunto como você tá, me preocupo, quero cuidar, mesmo sabendo de longe que tá tudo bem, que você não precisa de mim, que a gente é tão diferente que não adiantar nem tentar.
Fico nervoso toda vez que estou por perto e vejo no swarm que você tá também. Vai ver um dia a gente se esbarra por aí, só não se assusta comigo não, não saberia reagir ao te ver com outro, não conseguiria disfarçar. Mas não evitaria te abraçar.
Me pergunto todo dia se existe alguma explicação pra o que eu sinto, como eu traduzo esse sentimento. Se é nostalgia, se é um rastro do passado que eu carrego, se é só maluquice minha por nutrir algo tão irreal hoje em dia.
E mesmo assim, por mais que eu saiba a resposta, me pergunto sempre: “Por que ele e não eu?”
sexta-feira, 24 de outubro de 2014
24-10
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Dan R.
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quinta-feira, 23 de outubro de 2014
23-10
Nas férias de julho eu tava com o meu melhor amigo no Rio e na nossa última noite de depravação nós fomos pra uma balada meio de boy. Já quase no final da noite eu tava trebado bem retardado quando começou a tocar Walk of Life (?) do Dire Straits e eu não tava acreditando. Não tava acreditando que ali, longe de casa, com tanta gente diferente, naquela pista fechada com umas luzes ruins até e todo mundo já meio disperso, eu começava a ouvir a primeira música que eu tenho lembrança na vida e que é tão significativa pra mim, que me toca no coração e eu fico todo besta. Falei isso pro Alex e pedi pra ele dançar comigo e claro, dancei igual um maluco, cantando, todo mundo provavelmente olhando e dando risada, passando vergonha mesmo porque o ambiente já tava meio vazio mas eu não tava nem aí – provavelmente porque tava muito bêbado. Fiquei extasiado com aquilo e pra mim tudo se resumia aquele momento. Eu, meu irmãozão e essa música maravilhosa.
Hoje saindo do trabalho eu fui caminhando pela estrada até o ponto de ônibus porque tô sem carro e o pneu da minha bicicleta tá murcho. O sol maravilhoso que parece que se intensifica nesse horário de verão tava batendo na minha cara, meus óculos da Nigéria bem falsificado estavam mais embaçando do que protegendo meus olhos e enquanto eu caminhava o vento batia no mato, nas árvores, e todo essa balanço mais o céu azul lindo parecia que traduziam a voz triste e melancólica da Françoise Hardy que quase sussurrava no meu ouvido pelos fones. Antes mesmo de eu esboçar um sorriso só por me dar conta dessa cena que eu vivia, um senhor bem velhinho que pedalava pelo acostamento cruzou comigo, abaixou a cabeça acenando e disse “tarde”. Respondi “tarde”. Sorri pra mim mesmo e continuei andando.
Gosto quando a vida me entrega essas coisas pequenas e que normalmente não dou a menor importância mas que do nada eu enxergo uma beleza tão simples que eu poderia viver disso. Coisinhas bobas, música, cenário comum, alô de um estranho, bobeirinhas. Meu peito aquece até quando não tem sol e – momentaneamente – sinto que estou aonde devia estar, nem que seja por questão de minutos, segundos.
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Dan R.
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18:00
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quarta-feira, 22 de outubro de 2014
22-10
Vazio vazio vazio sem nada a oferecer Sentindo muito e fazendo pouco Ficando pra trás sem me mecher ali deitadinho chorandinho olhandinho pro teto igual besta pra quê? Parece que não vai crescer Tapa na cara que merece já até chegou a receber (sem saber) e a dor física que não sentiu doeu na alma mas não adianta nunca
Imóvel e imaturo Já já caduca e a vida passou
além de não fazer nada o unico calor que abraçou foi o da tela no colo com o brilho no rosto
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Dan R.
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terça-feira, 21 de outubro de 2014
21-10
Tive um dia comum. Trabalhei, fui na academia, tomei banho, comi. Vi desenho também, acabei de ver um filme bom. E não sei, tive a ideia de tentar escrever por um mês todos os dias, mesmo que seja babaquice. Hoje é dia 21 de outubro. Espero conseguir manter essa promessa até 21 de novembro.
Como vou me permitir não pensar muito pra escrever, só vou deixar meus dedos falarem por mim e não dar muita importância pro contexto.
Esse filme que comentei me deu um apertinho mas uma ponta de esperança na vida. Basicamente a mensagem que passou foi de que nos 20 tudo muda e nem sempre pra melhor, chega uma hora que tá tudo uma merda (apesar da protagonista não deixar transparecer, jamais – oposto de mim) só que passa. Você dá conta, faz o que tem que ser feito, as pessoas mudam e você também. E isso é uma coisa que me dá medo apesar de gostar muito. De mudanças. Eu tenho pra mim que tô bem prestes a mudar em muitos aspectos que só dependem do eu levantar a bunda da cama e fazer, porque vai dar certo e vai ser bom. Só que é o medinho e a insegurança que me impedem – provisoriamente. Essa hora vai chegar. O comodismo da rotina que eu tanto odeio parece uma âncora que me puxa pra baixo e me impede de virar gente grande e correr atrás das coisas de adulto que a vida esfrega na minha cara todos os dias. Mas isso vai passar. É que esse momento de transição é foda. Pessoas mudando, eu mudando, amigos mudando, não tô preparado.
Também estou/sou muito indeciso quanto a tudo. E muito influenciável. É bem raro uma época que eu esteja fazendo coisas por mim e isso saiu 100% da minha cabeça. Tanto é que eu nunca sei o que eu quero, o que eu gosto, minhas ambições. Porque em tudo sempre tem um pedaço de alguém, uma influência de alguma coisa, um resto. E só eu sei o quanto isso me tortura. O não me conhecer. Junta essa característica com o comodismo da rotina mais um pouquinho de maluquices psicológicas e o resultado sou euzinho.
Quem sabe voltar a escrever pra valer não é um bom jeito de desatar esse nó, né?
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Dan R.
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segunda-feira, 20 de outubro de 2014
20-10
Não aguento mais política. Não aguento mais Dilma x Aécio, não aguento mais ouvir falar de feminismo, homofobia, maioridade penal, crise da água em são paulo, não aguento mais racismo, não quero saber de mais nada disso. Chega. Também não aguento mais ver coisas sobre as Kardashians no meu feed? Aliás, não aguento mais feeds. E porque mostra tanta coisa sobre as kardashians e política no meu facebook? Será que isso diz muita coisa? Eu hein.
De verdade, tô achando tudo tão maluco ultimamente que sei lá, eu quero correr daqui e ir pra lua. Não dá, é muita coisa errada, muita informação bombardeando minha cabeça a todo momento, parece que ela vai explodir.
Esses dias conversando com a Isa na praça cheguei a conclusão que hoje eu me importo com n questões que há uns 2, 3 anos pra mim eu não queria nem saber. E ainda disse que tá certo, tenho que me preocupar mesmo. Retiro o que eu disse. Resolvam tudo ou se matem, mas antes disso me deixa um bilhetinho pra que eu possa ir pra uma caverninha.
Ai sabe, de saco cheio. Não posso peidar em paz mais que já me é atribuido 1 milhão de estereótipos. Quero desapegar de umas cri-crizisses da vida e flutuar que nem uma pena.
+ de 1 mês tentando escrever e é isso, não falo mais nada com nada.
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Dan R.
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19:16
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quarta-feira, 10 de setembro de 2014
stanco di niente
Do pior Agosto que já enfrentei ao início de Setembro mais sem perspectiva, tudo o que tinha traçado pra mim se perdeu, graças ao peso das escolhas que eu mesmo dei por certas. Nada a declarar por hora.
Da ausência nesse semestre da faculdade ao curso de cinema aos sábados, do meu estágio que praticamente tirou minha promoção dada nas férias à possibilidade de passar uns meses na Coreia, da incerteza pra onde ir, o que fazer, a quem recorrer, à solidão do meu quarto cheio dos florais que agora tomo, da terapeuta (aleluia!!!) ao caderninho que levo comigo e escrevo ao invés de digitar, esse período tá sendo tão conturbado que eu não consigo definir muito bem. Não é transição, não é abandono, não é mudança, não é recomeço, é uma grande bagunça, mais do que nunca. Claramente quando algo vai mal o bonde da zica preta puxa todo o resto pra um buraco escuro, até eu chegar no ápice de exaustão emocional e das duas uma: ou vou me entregar, ou tudo vai melhorar.
Eu que sempre esbravejei defendendo o ponto de vista que o melhor era aproveitar o trajeto até chegar lá (na velhice) e não pensar muito no futuro, caí na minha própria armadilha quando achei que já tinha todos os passos ensaiados na ponta dos pés. Pelo menos tô conseguindo respirar um pouco, o desespero ainda não se faz presente e o arrependimento ainda não chegou. O problema desse semestre sabático tá sendo só justamente o leque gigante de possibilidades que eu tenho a minha frente mas não sei enxergar qual caminho seguir. A faculdade eu vou terminar – me obrigo a repetir isso diariamente – mas agora eu posso fazer tudo o que eu quiser e claro, acabo não fazendo nada.
Eu só penso em largar tudo e ir estudar arte. E em estudar outros idiomas. É muito adolescente isso, mas é uma ideia que não sai da minha cabeça. Não acordei ainda do sonho de pegar minha malinha e ir viajar por aí, aprender alemão italiano e francês, fotografando tudo em todos os lugares, escrevendo muito, desenhando muito, tendo uma vida simples e andarilha, esse saudosismo por on the road que nunca vivi e é tão arraigado no meu subconsciente que mesmo eu tentando me livrar dessas amarras eu não consigo. Deve ser porque nunca saí do país.
Mas tá, falando sério, é frustrante parar pra pensar e me dar conta que eu sou apaixonado por imagem, por qualquer expressão artística, por palavras, por línguas, por som e movimento, pela natureza, pela cidade, pelo caos e pela tranquilidade, saber exatamente quais são seus gostos mas mesmo assim eles parecerem embaçados como um bokeh da realidade, não me enxergo em caminho nenhum, não me aprofundo em nada, abro o Tumblr e me encho de referências que eu não sei bem pra quê servem. Pra quê servem? Será que eu, no fundo, não sirvo pra nada?
Minha vontade é de amarrar uma âncora no meu calcanhar e me jogar no pacífico a cada foto bem sucedida que eu vejo das pessoas por aí. Não é inveja, é um incômodo esquisito e um sentimento de impotência comigo mesmo, tem coisas que eu vejo e penso “por que eu não sou assim também?” e é péssimo porque eu sei que cada um tem seu tempo pra tudo mas bem que poderia ser eu casando, bem que poderia ser eu comprando um carro, bem que poderia ser eu num emprego bom aos 23 e indo pra Indonésia tirar umas férias.
Tudo o que eu sempre “condenei” aos olhos dos outros é na verdade tudo o que eu sempre quis pra mim.
Ser normal e medíocre.
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Dan R.
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domingo, 31 de agosto de 2014
Alex
Há um tempinho ando prestando atenção extra nas pessoas que tenho na minha vida e qual o tipo de gente que eu quero ter nela. Não é uma coisa muito fácil de se observar porque eu sou do tipo que geralmente amo todo mundo e faço um milhão de amigos toda hora. Mas têm uns momentos que eu fico bobo e aliviado por ter feito escolhas boas pra mim nesse aspecto.
Ontem no metrô indo viver eu tava com o meu melhor amigo trocando ideia sobre como o mundo tá bagunçado e como o capitalismo não te dá abertura alguma pra agir de uma maneira diferente com relação a muitas outras coisas. Esse papo eu tive com a Kiki também uma noite dessas. Meus olhinhos brilhavam a cada palavra que o Leco falava e eu conseguia entender e discutir com ele. Não é sempre e não é com todo mundo que eu sinto isso.
É meio esquisito você passar muito tempo achando que seus amigos são aqueles que você vai pra balada, ou sai pra beber, ou pede um conselho, conversa pela internet, mas daí chega um momento que você cria outra perspectiva dessa relação de amizade.
Além de fazer tudo isso, tagarelar muito e passar bons momentos de tédio no tinder dando umas risadinhas, quando eu to junto com o Alex eu sinto que não preciso de tantos outros amigos? Pode ser egoismo meu, mas eu sinto bem isso. Esse capiroto me completa de um jeito tão nada a vê, a gente tem mta coisa diferente, mas tamo sempre ae, interessados no que acontece na vida um do outro, preocupados quando alguma coisa não vai bem, aliviados quando algo dá certo. Mas acima de tudo, o que me faz abrir a boca e dizer com orgulho que ele é meu melhor amigo é o fato de ter esse sentimento de adimiração que eu tenho por ele. Uma das poucas pessoas que eu sinto isso, a Kiki é outra, a lista é bem restrita. Meu coração derrete com tanta inteligência, caráter e tanta vontade de fazer coisas boas que ele tem. E isso reflete muito em mim porque ele é uma das poucas referências positivas que eu tenho além dos meus pais, fatalmente me espelho muito nele, mas acho que ele é um bom exemplo a seguir (apesar da maluquice excessiva, isso a gente compartilha). Sabe, olha quanta gente louca tem por aí, tá tudo uma baderna geral. Não consigo me imaginar crescendo dia após dia sem contar com a ajuda dele. Gosto muito da zueira, mas acho que preciso dos pés no chão que ele tem fincado na terra, assim me puxa pra realidade quando eu começo a surtar.
É bom contar com um irmãozão pra me ajudar a encarar essa confusão que é a vida, e eu fico extremamente grato por ter o Alex na minha. E daqui pra frente eu só acho que preciso do grupo reduzido de gente que eu me sinto tão a vontade pra n coisas como eu me sinto com ele, não vale a pena perder tempo mais com tanto vai e vem de pessoas perdidas por aí porque de perdido já basta eu. Quero o tipo de pessoa pra convidar pra ir na minha casa, conhecer minha família, dar risada com a minha vó na hora do almoço e ser atencioso com ela, realmente apreciar isso e querer entrar na minha vida além do contato direto comigo só. Não preciso de mais mil contatos se os poucos que consigo ficar em silêncio num mesmo ambiente e não me sentir desconfortável me completam.
É um amor com um q de fraternidade que eu não enxergo em muita gente. Sempre vou amar o Leleco nessa frequência e, por mais que ela oscile às vezes, tenho certeza que é sólida.
Amo meu melhor amigo, irmão, novinho sensacional, rei do hip hop nas baladas, carinha das noitadas, boladão do whey protein, barrigudex, futuro deleGATO e quase bbb, esse malucão que eu quero um bem danado, Alex.
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Dan R.
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sexta-feira, 1 de agosto de 2014
casinhos não resolvidos
Não sei porque hoje eu passei uns bons 20 minutos olhando foto por foto de uma menina que eu tive um casinho em Blumenau, meu coração se aquece toda vez que eu penso nela, vejo foto dela, o sorriso dela traz junto sua voz, ela vivia dizendo que eu “causava muito”.
Agora pouco fui e comentei no status de outra dizendo que tava indo pro rolê com a galera, pena que ela mora em Balneário. É outra que quando cruza minha cabeça meu rosto já muda o semblante e fico com vontade de pegar o primeiro voo só pra ficar dando uns beijinhos sem compromisso, bater um papo, dirigir pela praia, fumar um cigarro junto.
Internet, celular e seus apps aproximam muito a gente nesse sentido. Ontem troquei uns snaps com outra, batendo um papinho bobo, sei lá, mas que é gostoso de conversar. Não que a gente tenha muito em comum. Ela vive no mundinho paulistano que eu não tenho paciência, mas uns bjinhos não me fariam mal, uma fodinha também não.
Ao longo dos anos fui tecendo essa rede de paquerinhas que não deram em nada mas que tão ali sempre, não sei muito bem pra quê, não sei se elas pensam em mim também com o mesmo carinho que eu penso nelas.
Quando eu vejo ela já tá com outro, namorando, construindo algo que eu não pude dar, nem tchum pra mim, mas acho que o que importa é eu ser honesto comigo e se eu sinto esse carinho gostoso, que mal tem né?
O bom do não resolvido é que eu nunca sofri. Diferente das 1 milhão de paixonites que eu já tive (70% platônicas), não tenho na memória nada de ruim pra me lembrar dessas meninas que eu acabo classificando inconscientemente na cabeça nessa categoria queridinha (?). Minhas paixões sempre trouxeram chororô e aperto também, meus casinhos não resolvidos não, muito pelo contrário.
Gosto de me pegar viajandão assim, querendo correr pro apê de fulana na Haddock Lobo, fumar um cigarro e dançar no quarto pelado. Ir ver o pôr-do-sol com aquela outra na Praia Brava e depois ela ir dirigindo até Laguna só pra gente bater papo e segurar na mão do outro quando a sinaleira fecha. Voltar no tempo e ficar de mãos dadas com aquela perfeita debaixo da coberta sem nenhum amigo nosso que tá no rolê reparar, dar uns beijinhos escondidos do pessoal no meio da Expresso em bnu, ou esperar a galera ir pra cozinha e eu prensar ela na parede do quarto. Dou risada que nem besta, sozinho, pensando nesse monte de gente que passou e não passou pela minha vida.
Obviamente: todas moram longe.
A merda é que resolvido ou não – até mesmo em andamento – nunca tenho perto de mim pra dar um cheiro e um abraço.
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Dan R.
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segunda-feira, 28 de julho de 2014
quase verdade, autossabotagem
Acho que existe uma diferença entre falar e acreditar no que se diz. Não que eu diga mentiras, mas quando notei que encho a boca pra dizer certas coisas que na realidade é o modo como eu gostaria de agir, e não que já aja dessa forma. De tanto dizer dizer dizer, sou. Mas quando fecho os olhos, olho pra mim mesmo e sinto: falta muito ainda.
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Dan R.
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faded to loneliness
Life has the habit of playing with me several times until I give up.
Isn’t it ironic that finally when I get what I’ve always wanted, I keep looking for who I’ll never have? Still, the one I can’t have?
Don’t wanna choose any side, i feel I should run away.
por
Dan R.
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21:43
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