domingo, 29 de junho de 2008

Q?

Não to a fim de escrever bonito hoje.
To muito bem meu, sei lá, to sereno y na paz de deus. To tão bem que hoje eu disse pros meus pais "Gosto de Guararema". HAHA, mudei né.
Esses dias eu tenho saído por aqui, sozinho, tipo numa expedição. Encontrei vários lugares lindos, paisagens suaves, natureza, verde, sabe esse céu azul estrelado meu? Eu vejo aqui, é bonito.

Guararema é um lugar tranquilíssimo, limpo, bem seguro. De tudo aqui, eu só não gosto das pessoas, o resto, até que gosto. Claro que um pouco de desenvolvimento urbano não faria mal, porém está tudo bem.
Juro que não to usando drogas. Acho que vou ler um livro na beira do rio, beijos

 

expedition 013

quarta-feira, 18 de junho de 2008

"Se podes olhar, vê. Se podes ver, repara."

O modo de vida atual impõe uma série de regras e costumes que quase sempre passam despercebidos. Somos materialistas, vivemos de ostentações, ficamos egocêntricos, pensamos em crescer, às custas de dinheiro. Não gosto de estar em um lugar onde ter é melhor do que ser.
É inegável que a maneira que vivemos hoje é intensamente prazerosa, entretanto a simplicidade traz felicidade ao longo do tempo e o consumismo traz prazeres momentâneos.
Seria tão mais fácil se todos pensassem de maneira simples e objetiva, se a ânsia por encurtar distâncias fosse menor, se a comunicação não fosse tão global, se amizades nascessem do contato humano, e não do virtual. E com certeza a vida seria mais fácil se as grandes metrópoles não causassem o oposto do que são: afastam pessoas em um lugar que têm gente demais.
A idéia de voltar a viver em um lugar apinhado de gente ainda me agrada, porém eu vou sabendo das coisas que irei passar, que vou me decepcionar e que vou acabar voltando pra um Guararema da vida em busca de serenidade.
Não curto a idéia de estar com a vida planejada, de seguir um roteiro, de fazer o previsto e de não achar alternativas. Aos 17 anos já tenho um scripty padrão: estou me matando de estudar pra passar no vestibular, vou me matar de estudar na faculdade, arrumarei um emprego bom, vou casar com a mulher da minha vida, enriquecer, procriar, consumir, envelhecer e morrer. É asqueroza toda essa idéia, ninguém pensa assim? Claro que pensa. Quantos não tiveram vontade de fazer o mesmo que as (LINDAS, CACETE) Giovanna e Ana Lívia? Daqui de São Paulo mesmo. Fugiram, de modo irresponsável, mas fugiram querendo se livrar de toda essa merda.
Não é à toa que todas as pessoas que vêem um pouco mais além são suscetíveis à terem depressão ou são insatisfeitas. É o lado ruim de ter uma boa formação e bagagem cultural. O lado bom é a amplitude de visão de mundo que você ganha, mas o ruim é que você percebe o quão podre ele pode ser ao mesmo tempo.
O máximo que eu posso fazer é tentar conciliar as coisas. Não há como fugir. Não tem como mudar a cabeça de cada indivíduo. Procurar viver em equilíbrio mesmo com as coisas ruins de fora pode ser uma boa, mas pra quem não consegue, a busca intensa por equilíbrio causa desequilíbrio.
Não to triste como pode parecer, só acho isso e ponto. Mas triste é poder olhar e ver, e não saber como reparar.









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quinta-feira, 12 de junho de 2008

Hoje é dia 12

Pra muita gente é um dia bom e pra outros um dia péssimo, quem namora tá feliz já quem não, tá chupando o dedo (espero que seja o dedo).
Minha dica é parar de procurar. Para que aparece. Relaxa que vem. Joga a energia no traba-lho.
Quando você menos esperaaaaaar... pinta. E nunca pinta.
Vai saber né? Dalglasi falou e disse, mas eu duvido. Se você não for neurótico, mas for ligado, a coisa flúi. Desencana que a vida é mansa, e se é pra ficar triste, chupe só o dedo.

Já vou indo, sentindo esssa vibe positiva no ar, pensando positivo e livre de vícios até então. Crushes e final de semana estão me animando, não me liguem.

terça-feira, 3 de junho de 2008

RRRUNNING FOR ATTACK

Dan L³ 019

AH, to curtindo esse lance de sair no início da noite para correr. Faço uma parada estratégica antes no Pau D'alho, fico lá na beira do rio com meu ipod, minha blusa velha e minha inspiração. Fico lá, viajando, aí depois vou caminhar e correr até o portal da cidade. Hoje quase perdi meu celular, ele caiu e eu não percebi, haha. Fui achar ele na volta, todo despedaçado (como de praxe). Acho que se alguém viu, nem ligou, tá faltando vários pedaços dele mesmo.
Minha condromalácia patelar no joelho esquerdo têm melhorado com a fisioterapia/rpg e com as caminhadas/bicicletas. A fisioterapeuta é legal, mas eu já saquei que meu pai fala umas coisas pra ela tentar me influenciar, ele também vai lá. Ontem ela veio com um papo de que morar em São Paulo não dá, que o melhor é eu ficar por aqui mesmo e morar com meus pais e depois ir pra fora. Poor daddy, acha que eu sou bobo. Gosto de São Paulo, já morei lá, e se for pra eu ir e quebrar a cara pra depois voltar, assim será.
Também voltei a estudar. Esse final de semana a química entrou na mente e agora eu manjo tudo sobre alcanos/alquenos/alquinos/ciclo alcanos, etc. Mas esse foi só o começo, porque isso a Ivana já passou faz tempo, eu é que não fazia idéia do que era. O que enche o saco são os professores que repetem a palavra vestibular umas 15 vezes por aula, não fazem a gente esquecer.
O ponto é esse mano, to feliz, to bem, tranquilão, e no meu quadrado. Um abraço pra quem lê, com afeto.

sexta-feira, 30 de maio de 2008

30 de março

To meio de mau-humor, então resolvi escrever.
Quero repouso imediato, vida plena e sossego eterno. Não acho válida a idéia de passar minhas tardes estudando (BA foi pro espaço sideral, my only hope agora vem do governo), perder tempo sabe. Eu sei que eu não passo esse ano, tenho plena consciência disso.
Acho que é tudo culpa das minhas leituras sobre a profecia maia, hahahahah. Eu to meio neurótico com isso, na sala junta eu, o Rafael Augusto e a Taciane pra ficar discutindo as profecias, bolando umas teorias nada a ver. Têm sentido todas aquelas profecias, é muita criatividade pra ser simplesmente inventada sem nenhum fundamento. Se o clima vai mudar, se o modo de pensar vai mudar, se as tecnologias vão mudar, se a sociedade vai mudar, se tudo vai mudar, pra quê estudar com afinco ? Poderia muito bem largar os estudos, arranjar um emprego, juntar uma grana e ir pra NY até 2012, porque depois minha gente, vai tá tudo a-la-ga-do, já era, adeus, au revoir, ciao. E eu preciso ir pra lá antes que tudo isso aconteça.

Certo, voltando a realidade, vou desligar o pc e estudar física, já que a night anterior foi intensa e provavelmente não farei nada hoje :/

sábado, 24 de maio de 2008

Liberté

Posso até reclamar da vida às vezes (sempre), mas uma coisa eu tenho sim, a tal da liberade e tal.
Vou aonde quero, faço o que quero, com quem quero, como eu quero, quando eu quero. Claro que meus pais não são do tipo que não ligam para o filho e tudo mais, porém, em comparação com os pais de outros amigos, até que os meus são bem liberais. Óbvio também que tem aquele bate-e-volta de "Vai aonde? Com quem? Que horas volta?", e eu normalmente respondo a essas perguntas com sinceridade, mas de vez em quando posso dar uma alterada ou omitida. Assim como eu, eles também já saíram pra lugares que os pais não sabiam, com pessoas que não conheciam e voltaram num horário que não foi pré-determinado, então eu tenho esse direito, oras.
Com o lance de horário então, xiiii, é good. Sempre quando chego eles estão dormindo, e estão de verdade, não fingem! Sei porque minha mãe já me disse e porque eu faço um considerável barulho quando chego em casa, principalmente quando, hum, bebo.
Gosto dessa confiança que eles têm em mim. É ótimo sair sozinho-comigo-mesmo. Sei lá, quando to a fim de pegar um ônibus e ir caminhar em qualquer praça, vou. Quando quero ir ver o pôr-do-sol, vou. Ora eu dou satisfação, ora não. Simprão mermão.
Agora em dias como hoje, estoy alone at home, quereendo sair de casa pra uma nit sem limites, e cadê a população? Ninguém me atende, ninguém me liga, caixa-postal daqui, caixa-postal dalí.
Vou passar minha noite de sábado com muita liberdade, preso em casa.





sexta-feira, 23 de maio de 2008

Quinta, 5ª

Ahhhh chega de posts bom-moço.
Quinta saí com a Shafa, Shina e com a Lívia. Tava bom, encontrei com shafa/shina no shopping, demos um rolé, conversamos muito e após um episódio desagradável (o que é assunto para um post futuro, próximo), fomos ao espetinho, porque a Lívia nos aguardava há tempos hihi.
Pegamos a pior mesa, mas pedimos uma torre. Mano, fazia tempo que não pedia torre, haha. Fiquei alegrinho rapidinho. Comi dois pães de alho, um espetinho de frango e outro de linguíça suína.
Lembrei episódios carnavalescos com a Shina ("essa galera é muito doida, tá todo mundo giraaando"). As três ficaram contandos peripécias de Porto Seguro e mano, que porra, minha sala é um cu, porque que todo mundo não vira legal e vamos geral pra Bahia caraaaaa? Eu quero a Bahia. Quero sei lá, praia, sol e axé o dia todo, ir pro corredor do hotel e pegar, ir pra piscina e pegar, ir pra praia e pegar, ir pra cozinha e pegar, haha. To tipo que nem elas mano, preciso pegar cara. Sei lá, faz tipo um mês e meio.
Tá. Relembramos episódios que eu nem sabia, ahsiudhasuidas.
Lívia disse que no churrasco do tomate (sim, aquele que eu destruí), eu tava muito zuado e a ela ficava falando "Daniel, você tem que melhorar" e eu "Não, eu quero te beijar" e beijava ela, hahaha, sl quantas vezes. Aí ela forçava eu pra pegar a Nana e eu dizia "Não quero mais pegar a nana, eu quero pegar você", hahahahaha. Mano, eu não lembro disssssso velhoooooo, que merda. Sipá quando eu tinha 15 anos foi a época mais insana, total. Teve até triple-kiss, haha. Tudo regado à álcool meu Deus :( Esses tempos já eram.
Tava muito bom meu, queria ter ido no pagode depois mais moro longe.
Só pra registrar e atualizar. Mas antes queria dizer uma coisa: nunca fui orgulhoso, mas cansei de sempre ir correr atrás, ponto.

Yo 003  ;*

sábado, 17 de maio de 2008

Minha Empregada Edílza

Sempre odiei a minha empregada, o nome dela é Edílza.
Acho ela folgada demais, acha que eu tenho que fazer favores pra ela, quando ela é paga para fazer as coisas para mim.
Mas, ontem eu tava conversando com a minha mãe, e ela me mostrou um ponto de vista diferente.
Edilza mora aonde Judas perdeu as botas. Eu já fui lá. A casinha dela é do tamanho da minha sala. Fedida, caindo aos pedaços, muita coisa empilhada, mas com uma TV de 29" e computador. Tem porcos, galinhas, e toda a sorte de árvores frutíferas no terreno. Edílza é casada com um homem mais velho, tem dois enteados e uma filha, veio da Bahia, é gordinha e branquela, tem uma vida sofrida. Já trabalha em casa tem uns anos. Pega ônibus, deixa a filha na creche e vai trabalhar. Na hora de ir embora, pega a filha, passa no mercado para comprar mistura pro jantar, e vai embora, de ônibus, cheia de sacolas.
Edílza cobra metade do que a maioria das empregadas cobram pelo seu serviço, e é muito bem feito. Ela está sempre de bom-humor, não para de falar um minuto, não é invejosa, não é puxa-saco, não é preguiçosa.
Mesmo com uma vida dificílima, ela nunca está triste. Tem tudo para viver reclamando da vida, mas não, ela prefere encarar ela. É uma pessoa simples, honesta, de bem com a vida, e feliz. Seu único defeito é ser folgada, mas quem não é de vez em quando?
Ela que é certa.
Tenho dado mais valor às pessoas e às coisas simples. As pessoas simples sabem viver com mais alegria, são mais fortes em relação aos zilhões de problemas que aparecem, e mesmo com eles, são felizes. Prefiro mil vezes ser simpático com gente desse tipo do que com as pessoas que encontro no barzinho de sexta feira por aqui. As simples são mais humanas. Gosto mais delas do que dos animais irracionais em busca de status, haha.
Edílza é um ótimo exemplo pra todos. Na segunda-feira, quando ela me der oi, eu vou sorrir, cumprimentar e perguntar como ela está. É melhor assim.

segunda-feira, 12 de maio de 2008

Asco

A maldade está na alma. É é é, não tem como negar isso. Todos nós temos um lado cruel e perverso. Em alguns eles estão aflorados, em outros não, e em outros afloram de repente. O mal está dentro de nós meu caros, e não podemos tirar.
Tenho um lado cruel, onde gostaria de ver todos queimando no mármore do inferno. Um lado sádico, perverso, malicioso e cínico só meu, só eu conheço. Ao mesmo tempo, tenho outro lado bomzinho que me diz que (quase) tudo do outro lado é errado, e me impede de ser uma pessoa ruim. Com muita gente esse lado bomzinho não funciona, e isso é bom ou ruim.
Ontem vi a entrevista da mãe da menina Isabella no Fantástico. Olha, não deve ser nada fácil o que a Ana Carolina está passando. Não pretendo ter filhos, mas posso menssurar a dor de alguém que perde um ser humano que foi feito por você, que tem uma parte sua. É repugnante a idéia de fazer um mal desses, ou seja lá de que jeito, com qualquer criança (e olha que tem umas que pedem).
O lado maléfico de Alexandre Nardoni e de Anna Carolina Jatobá, poderia ter passado despercebido pela vida inteira deles, mas se aflorou no dia 29 de março deste ano.
Como julgar pessoas com um nível desses? Temos que ter auto-controle e consciência do que é certo e errado. Para alguém que não teve medo de matar sua própria filha, a última coisa que Alexandre tinha era auto-controle.
Ver como o lado negro das pessoas está tão perto de nós é simples, olhe ao seu redor. Para mim, foi assustador o caso Isabella mesmo. A menina estudava em um colégio que eu iria estudar se não tivesse saído de São Paulo. O edifício London, a casa da mãe da Isabella, e todo o quadrilátero em que o crime ocorreu, eram nada mais nada menos que algumas quadras da onde eu morava. É sei lá, terrível. Meu primo conhece alguns conhecidos do Alexandre. Tá tudo tão perto.
Pior do que saber que o terror está do seu lado, é saber como dão ênfase para alguns casos como esse, e deixam tantos outros de lado. Já fui de reclamar de tanta violência na TV, mas mudei de opinião quando minha professore de Literatura disse sobre uma resposta do Bóris Casói há muitos anos atrás. Perguntaram pra ele na época antes dele ir para o SBT, o que ele achava de ir para um canal tão sensacionalista, para um programa em que as notícias eram tão ruins (Aqui Agora). Ele respondeu algo como "O jornalismo noticia o que é raro. Assuste-se quando chegar um tempo em que você ligará a televisão, e o jornal das 8 noticiar que uma flor floresceu em um jardim, ou que uma criança brincou feliz em um parque".
A maldade sempre existiu, em todas as épocas, em todos os países, em todas as circustâncias. Antigamente as penas de mortes eram em praças públicas. Morria-se queimado na fogueira, ou fuzilado, ou enforcado, ou guilhotinado. Na era medieval, estupros eram corriqueiros e secretos. Na antiguidade, guerras e mais guerras sangrentas eram comuns, e as pessoas não temiam morrer, ou matar. Só mudaram os tipos de crueldades, ninguém percebeu isso? O que já foi justiça, hoje é crime. É de se espantar como as pessoas dizem hoje coisas como "é o fim dos tempos", "o mundo está entrando em colapso". Se sempre convivemos com o mal, então o fim dos tempos sempre esteve próximo, não é mesmo?
Diversos tipos de maldades nos afligem mais, outras menos. Temos que ir seguindo em frente apesar dos pesares. É mais fácil dizer que estamos entrando no fim dos tempos, entretanto é melhor acreditar que haverá um dia em que todos viverão em equilíbrio e serenidade, e que o mal será mais raro do que é hoje.


quarta-feira, 7 de maio de 2008

LAUGH IT ALL OFF, life is too short for drama!

Sempre vejo essa frase no orkut de uma conhecida e sempre, seempre fico bem quando leio ela. Mais uma vez passou né, eu sou muito reclamão. Prometo não escrever baboseiras mais nessa porra.

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